sábado, 19 de janeiro de 2008

Amizade acima de tudo (PUBLICADO ORIGINALMENTE NO DIÁRIO DA BORBOREMA)


Amizade acima de tudo (PUBLICADO ORIGINALMENTE NO DIÁRIO DA BORBOREMA)

Técnicos do Campinense e do Treze, enfatizaram que a união deles permanece fora de campo

Jamilton Soares
jamilton@db.com.br

O Programa Opinião, levado ao ar pela TV Borborema, canal 9, de segunda a sexta-feira, apresentado pelo Jornalista Anchieta Araújo, teve na manhã de ontem, três convidados especiais. Um deles foi o narrador de futebol, integrante da equipe de esportes da Rádio Clube Borborema, Romildo Nascimento, que na ocasião, juntamente com Anchieta entrevistaram os outros dois convidados, Freitas Nascimento, técnico do Campinense, e Fito Neves, treinador do Treze.

Antes de começar o programa, o aperto de mão entre os treinadores do Galo e da Raposa comprovou que a rivalidade no futebol não precisa extrapolar os limites do campo. Segundo eles, não se faz necessário que o bom ambiente, existente entre os dois, seja colocado em xeque pelo fato de ambos estarem defendendo as equipes de maior rivalidade no futebol paraibano.

"O Fito Neves é meu amigo, desde a época em que jogávamos juntos, na equipe do Esporte Clube Bahia, e isso já faz algum tempo. Acredito que é possível administrar o fato de sermos parceiros, fora do campo. Mesmo assim, não se pode negar que a rivalidade em Campina Grande é muito forte", falou Freitas.

Na época em que atuavam como atletas do futebol, Fito Neves era jogador de meio campo, enquanto que Freitas Nascimento tinha como oficio a função de marcar gols pelos clubes onde passou. Durante os anos de 1977, 78, 79 e 80, eles foram titulares do Tricolor de Aço, quando na oportunidade ajudaram o clube a conquistar o heptacampeonato estadual baiano (73 a 79).

No decorrer da entrevista, diversos assuntos foram abordados, tais como o período de preparação (pré-temporada) do Rubro-Negro e do Alvinegro, os pontos falhos que cada elenco ainda apresenta, os atletas destaques de ambas agremiações e a participação dos torcedores de Campina Grande, fazendo perguntas para os respectivos treinadores.

Clássico dos maiorais é elogiado pelos técnicos
Um outro ponto que os treinadores concordaram foi na questão do clássico, entre Campinense e Treze. Para eles, em poucas localidades que a rivalidade maior de um estado, isso em termos de futebol, não está concentrada na capital. Fito Neves citou um exemplo do derbi campineiro, envolvendo as equipes da Ponte Preta e do Guarani, ambos da cidade de Campinas, interior do estado de São Paulo.
O técnico do Treze, que já trabalhou nestas duas agremiações, enfatizou que, apesar do pouco tempo em Campina Grande, notou o clima de rivalidade que envolve os torcedores, diretoria e imprensa esportiva, quando o assunto se refere aos dois principais clubes do futebol paraibano, tal como acontece em Campinas. Mesmo assim, Fito explica que, aqui a cobrança é bem maior, não vista por ele em nenhum outro lugar.

Já sobre a maneira de como armar as suas equipes, esses profissionais enfatizam que a busca sempre é o ataque, na tentativa de torná-los, como ponto forte, a facilidade em marcar gols. "Esse é o objetivo maior do futebol, conseguir o gol. É claro que um esquema de jogo vai depender dos atletas que você tem para trabalhar", explicou Fito Neves, ainda destacando que no futebol de hoje, quanto mais se puder achar o equilíbrio, entre os setores (defesa e ataque), poderá está se encontrando a chave do sucesso.

Quando questionado sobre o possível conhecimento das características do seu adversário, o treinador do Campinense foi enfático ao dizer que ambos conversam muito, mas, isso não poderá ser levado em prática, até porque, como frisou Fito, o treinador age de acordo com o que tem em mãos; ainda se referindo a forma de armar o esquema de jogo.

Fase de preparação dos times é enfatizada na entrevista
Quando indagados sobre a real situação, em termos técnicos e táticos das suas equipes, Fito Neves e Freitas Nascimento tiveram respostas bem parecidas. O comandante alvinegro comentou que a base já está pronta, faltando apenas alguns detalhes a serem ainda melhorados. Mas, segundo ele, isso é um aspecto que só o tempo, com a seqüência de trabalhos, irá trazer uma evolução ao que ele deseja para com os seus jogadores.

"É perfeitamente normal, nesse período, que tudo ainda não esteja da forma com desejamos. Em toda fase de preparação o grupo de atletas inicia o campeonato sem está ainda com um entrosamento considerado razoável. Um outro ponto que atrapalha é o condicionamento físico dos jogadores, pois, não se consegue uma unidade entre todos que fazem parte do grupo", acrescentou Fito.

O técnico Freitas Nascimento seguiu a linha de raciocínio do seu amigo e, agora adversário. Para ele, após a realização de alguns jogos, cerca de duas ou três rodadas, é que se poderá traçar um parâmetro real da situação tática, relativa ao grupo que tem em mãos.

"Graças a Deus eu tenho um elenco composto por bons jogadores, que me dá a possibilidade de realizar diferentes estilos táticos. Mas, é lógico que os meus atletas ainda não estão desenvolvendo na sua totalidade aquilo que é pedido nos treinamentos. Tenho certeza que no decorrer dos trabalhos, a tendência é haver uma significativa melhora", disse Freitas.

Jogadores são escolhidos destaques na pré-temporada
Durante as reportagens exibidas no Programa Opinião, os jogadores Fábio Júnior, 26 anos, atacante do Campinense, e Cléo Paraense, 22 anos, também atacante (Treze), foram escolhidos como os que mais se destacaram pelas equipes da Rainha da Borborema na fase de pré-temporada.

Entrevistados pelo repórter Renato Diniz, os dois demonstraram tranqüilidade, sempre enfatizando a vontade de desenvolver um bom campeonato, agora atuando em solo paraibano. Como ambos são atacantes, estes não esqueceram de frisar que os gols saem naturalmente, e caso eles ocorram, será mais um motivo de felicidade.

Retornando para o Rubro-Negro, Fábio Júnior comentou que a cada ano a história muda, disse ele se referindo ao fato de sempre ser questionado sobre a possibilidade de repetir as boas atuações com a camisa cartola, fato feito em 2005, ocasião da sua primeira passagem pelo Campinense.

"Hoje tudo está diferente, os clubes, as equipes, ou seja, os elencos que estão se preparando para a próxima competição. A única coisa que prometo é muita garra e determinação para ajudar a minha equipe a conquistar o título paraibano", explicou.

Já Cléo comentou que o grupo de jogadores do Treze está fechando, onde todos querem um só objetivo, que é conquistar a Taça de Campeão. "Temos um adversário difícil, logo na estréia do estadual. Tive informações que enfrentar o Sousa, no sertão, não é fácil, onde até o calor joga contra o time visitante", enfatizou.

Base será mantida contra o Sousa
O treinador do Galo da Borborema, Fito Neves, decidiu manter a mesma equipe que vinha atuando nos treinamentos, para enfrentar o Sousa, amanhã, no Marizão. Após o coletivo apronto, realizado no Estádio Presidente Vargas, ontem à tarde, o técnico confirmou no time principal o goleiro Rodrigo Ramos, os laterais Marcos Vinícius (direito) e Mercinho (esquerdo), mais os zagueiros Wescley e Itamar.

Para o meio campo, Fito escalou os volantes Garrinchinha, Gil e Reinaldo, onde os três irão atuar em conjunto com o armador Gaibú. Já no ataque, os atletas Rinaldo e Cléo Paraense, foram mantidos. A partida contra o Dinosauro Sertanejo está confirmada para começar às 16h, na cidade do Alto Sertão Paraibano. Apenas após o recreativo a ser realizado nesta manhã, que o treinador alvinegro irá definir os demais relacionados, compondo assim o banco de reservas da sua equipe.

Assim como aconteceu no ano passado, Sousa e Treze irão se enfrentar já na primeira rodada. A diferença é que em 2007, o Galo estreou na competição estadual atuando perante os seus torcedores. Jogando no PV, a equipe na época comandada pelo treinador Paulo Moroni venceu o Sousa pelo placar de 2 a 1. A arbitragem para o jogo de amanhã ficará a cargo de Eduardo Menezes.

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